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Mostrando postagens com o rótulo Stevie Ray Vaughan

Uma Playlist pra Ouvir a Semana Toda

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Uma Playlist pra Ouvir a Semana Toda Uma boa semana de blues pode começar em Chicago, atravessar o Mississippi, passar pelo Alabama, chegar ao Texas e terminar na estrada. Esta seleção reúne sete álbuns lançados entre 1965 e 2021 que, cada um à sua maneira, ajudaram a deslocar o blues de lugar. São discos que preservam uma tradição, mas também registram momentos em que seus autores decidiram empurrar a música para frente. Não é uma lista dos “melhores álbuns de blues de todos os tempos”. A proposta é outra: montar uma semana de escuta a partir de sete discos que representam momentos decisivos nas trajetórias de Junior Wells, Albert King, Robert Cray, Stevie Ray Vaughan, Gary Clark Jr., Samantha Fish e Tommy Castro. Sete dias. Sete discos. Sete maneiras diferentes de entender por que o blues continua se reinventando. Segunda-feira — Junior Wells: Hoodoo Man Blues (1965) A semana começa onde o blues elétrico de Chicago parece respirar dentro de uma pequena sala. Hoodoo Man Blues , lan...

Arnani Burnham: o nascimento de uma nova voz do blues

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Amani Burnham: o nascimento de uma nova voz do blues Há momentos na história do blues em que o passado parece sussurrar diretamente no ouvido do presente. Amani Burnham é um desses momentos. Jovem, intenso e profundamente conectado às tradições do gênero, o guitarrista e cantor surge como uma das revelações mais instigantes da nova geração do blues rock. Das origens ao algoritmo: o blues encontra uma nova vitrine Nascido na Etiópia e criado em Connecticut, nos Estados Unidos, Burnham carrega em sua própria biografia o conceito que daria nome ao seu álbum de estreia: raízes e asas . Adotado ainda criança, cresceu em um ambiente musical que o levou inicialmente à bateria, antes de encontrar na guitarra sua verdadeira voz artística . Mas foi fora dos palcos tradicionais que sua trajetória começou a ganhar força. Vídeos publicados nas redes sociais — especialmente interpretações incendiárias de clássicos como “Hoochie Coochie Man” — viralizaram e rapidamente o colocaram no radar da cena b...

Bobby Mack: o som quente das estradas do Texas

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Bobby Mack: o som quente das estradas do Texas Nascido em 19 de junho de 1954, em Fort Worth, Texas , Bobby Mack é um daqueles guitarristas que carregam na própria trajetória o espírito errante e elétrico do blues texano. Forjado no calor da cena musical de Dallas-Fort Worth no início dos anos 1970, Mack cresceu entre palcos, bares e estradas, absorvendo a linguagem do blues como quem aprende a respirar. Desde muito jovem, ainda por volta de 1970 , já se apresentava publicamente, mergulhando em um circuito onde o blues e o rock conviviam sem fronteiras. Pouco tempo depois, em 1972 , mudou-se para Austin — cidade que, naquele momento, fervilhava como um dos principais polos do blues norte-americano. Antone's: a escola do blues Foi em Austin que Bobby Mack encontrou seu verdadeiro laboratório musical. No lendário Antone's, conhecido como “Home of the Blues”, ele se tornou presença constante, liderando apresentações semanais e consolidando seu nome na cena local. Ali, di...

Jimmie Vaughan: 75 anos de elegância, tradição e alma no blues

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Jimmie Vaughan: 75 anos de elegância, tradição e alma no blues No dia 20 de março de 1951, nascia em Dallas, Texas, um dos arquitetos mais discretos — e fundamentais — do blues moderno: Jimmie Vaughan. Aos 75 anos, sua trajetória permanece como um fio condutor entre o blues clássico e sua reinvenção elétrica no século XX, com uma assinatura que nunca precisou de excessos para ser reconhecida. As raízes texanas e o chamado do blues Jimmie Lawrence Vaughan Jr. cresceu no bairro de Oak Cliff, em Dallas, imerso em um ambiente onde a música se tornava linguagem antes mesmo de ser profissão. Ainda adolescente, mergulhou profundamente na obra dos mestres — especialmente os “Three Kings” (B.B., Albert e Freddie King) e Johnny “Guitar” Watson —, que moldaram seu estilo limpo, econômico e profundamente expressivo. Antes mesmo da maioridade, Vaughan já tocava em clubes e dividia palco com nomes lendários , incluindo apresentações de abertura para artistas como Jimi Hendrix — uma experiên...

A.C. Reed: o saxofone irreverente do blues de Chicago

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A.C. Reed: o saxofone irreverente do blues de Chicago Entre guitarras elétricas cortantes e vozes roucas que definiram o blues urbano do pós-guerra, um instrumento encontrou espaço singular na paisagem sonora de Chicago: o saxofone de A.C. Reed . Nascido Aaron Corthen em 9 de maio de 1926, na pequena Wardell, no Missouri, Reed construiu uma carreira longa e singular dentro do blues, marcada por humor, personalidade e uma capacidade rara de dialogar com gerações distintas de músicos. Durante mais de cinco décadas de atividade, o saxofonista atravessou clubes esfumaçados, turnês internacionais e sessões de gravação ao lado de alguns dos maiores nomes do gênero. Seu estilo combinava um tenor sax vigoroso, vocais ásperos e letras cheias de ironia sobre a vida de músico . E embora tenha passado boa parte da carreira acompanhando outros artistas, Reed deixou registros autorais que revelam um bluesman completo — compositor, instrumentista e contador de histórias. Das raízes no Missouri ...

Larry Davis: um artesão do sentimento

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Larry Davis: um artesão do sentimento Larry Davis nasceu em 4 de dezembro de 1936 , no Arkansas, e desde cedo encontrou na música uma forma de expressão que atravessaria décadas e transformaria o blues moderno. Cantor de voz grave e marcante, multi-instrumentista e guitarrista de fraseado preciso, Davis construiu uma carreira discreta, porém fundamental, deixando contribuições essenciais para o gênero — entre elas o clássico Texas Flood , gravado originalmente em 1958. Sua trajetória, marcada por talento, resiliência e longos períodos fora do circuito, encontrou nos anos 1990 um novo ponto alto com o álbum Sooner or Later , obra que consolidou sua maturidade artística. Infância, raízes e o primeiro encontro com o som Criado entre as pequenas cidades do Arkansas e as rotas do Mississippi, Larry cresceu em contato direto com os fundamentos do blues: as testemunhas da vida, as jornadas e os trabalhos árduos. Começou na música por caminhos rítmicos — bateria e baixo — antes de fazer da g...

Stevie Ray Vaughan: a chama eterna do blues texano

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Stevie Ray Vaughan: a chama eterna do blues texano Se existe um nome capaz de traduzir o fogo do blues elétrico com a intensidade de um raio que corta o céu do Texas, esse nome é Stevie Ray Vaughan . Nascido em 3 de outubro de 1954 , em Dallas, ele transformou sua curta, porém intensa trajetória, em um legado que até hoje reverbera em guitarras ao redor do mundo. Hoje, no dia em que celebramos seu nascimento, é impossível não relembrar a vida de um homem que fez do instrumento uma extensão da própria alma. As raízes e a influência de Jimmie Vaughan Stevie cresceu numa casa onde a música era parte do ar. Seu irmão mais velho, Jimmie Vaughan , já se destacava na cena texana como guitarrista, e foi uma das maiores influências em seu desenvolvimento musical. Com apenas sete anos, Stevie já arranhava as cordas, e aos doze mergulhava fundo no blues, aprendendo na marra os segredos de Freddie King, Albert King, Otis Rush e Jimi Hendrix. Enquanto Jimmie se firmava com a banda Fabulous Thu...

Stevie Ray Vaughan: O Céu ainda Chora

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Stevie Ray Vaughan: O Céu ainda Chora No dia 26 de agosto de 1990 , o Alpine Valley Music Theatre , em East Troy, Wisconsin, foi palco de uma noite histórica. Sob as estrelas, Stevie Ray Vaughan e sua banda, o Double Trouble , incendiaram o palco com um blues ardente, daqueles que parecem arrancar da guitarra não apenas notas, mas sentimentos profundos. Era o auge de sua carreira, e o guitarrista texano, que havia enfrentado seus próprios fantasmas com álcool e drogas, parecia renascer diante do público, em um espetáculo que reuniu lendas como Eric Clapton, Buddy Guy e Robert Cray. Mas o que começou como celebração se transformaria em tragédia poucas horas depois. Na madrugada de 27 de agosto de 1990 , logo após o concerto, o helicóptero que transportava Vaughan e membros de sua equipe colidiu com uma colina sob neblina espessa. Não houve sobreviventes. O bluesman que havia reinventado a guitarra elétrica, que dava à música uma ferocidade única e ao mesmo tempo uma doçura rara, pa...

Johnny Copeland: Texas Twister

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Johnny Copeland: Texas Twister Johnny Copeland nasceu em 27 de março de 1937 , no estado do Texas , Estados Unidos . Desde cedo, sua vida foi marcada pelo blues, estilo musical que definiria sua trajetória artística. A paixão pela música floresceu quando, ainda adolescente, assistiu a uma apresentação do lendário guitarrista T-Bone Walker . Copeland ficou maravilhado com a energia de Walker no palco e sua habilidade com a guitarra elétrica, e esse momento o impulsionou a seguir a carreira musical. Nos anos 50 , Copeland formou sua primeira banda, os Dukes of Rhythm , enquanto ainda explorava outras paixões, como o boxe, pelo qual também era entusiasta. Com os Dukes of Rhythm, ele começou a desenvolver sua técnica e estabelecer uma reputação sólida na cena musical local. Em 1958 , lançou seu primeiro single e iniciou sua jornada como músico profissional. A década de 1970 trouxe consigo um marco significativo na carreira de Copeland . Assinado com a Rounder Records , ele lançou o álbu...

Ronnie Baker Brooks: Blues no DNA

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Ronnie Baker Brooks: Blues no DNA  Photo by JimSummaria Hoje celebramos o aniversário de um dos mais talentosos guitarristas de blues da atualidade, Ronnie Baker Brooks . Nascido em 23 de janeiro de 1967 , Ronnie é filho do lendário Lonnie Brooks e irmão do também talentoso Wayne Baker Brooks . Desde jovem, Ronnie bebeu diretamente na fonte de artistas como B.B. King , Willie Dixon e, claro, seu pai Lonnie , com quem também chegou a tocar e gravar. Ronnie fez sua primeira aparição gravada no álbum de Lonnie de 1988 , Live from Chicago: Bayou Lightning Strikes .  Tenho ouvido bastante seu mais recente trabalho, "Blues in My DNA" , que desde seu lançamento, em outubro de 2024 , entrou em várias listas como um dos melhores lançamentos do ano. O álbum, lançado pela Alligator Records , é uma verdadeira celebração do legado musical de Ronnie e de seu pai. "Blues in My DNA" apresenta faixas poderosíssimas e teve a produção de Jim Gaines , conhecido por seu trabalho com ...