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Keb’ Mo’ – The Breakdown: quando a vida se reduz ao essencial

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Keb’ Mo’ – The Breakdown: quando a vida se reduz ao essencial Há momentos em que a vida não pede volume. Pede silêncio. E foi justamente no silêncio de um pequeno estúdio doméstico, depois de enfrentar uma cirurgia cardíaca de grande porte e o fim de um casamento de quase duas décadas, que Keb’ Mo’ encontrou uma nova maneira de contar sua própria história . Lançado em 21 de agosto de 2026 pela Concord Records, The Breakdown é o álbum mais despojado da carreira do músico de Compton. Aos 74 anos, prestes a completar 75, o cinco vezes vencedor do Grammy e homenageado com o Lifetime Achievement for Performance pela Americana Music Association decidiu retirar quase tudo que normalmente cerca uma produção de estúdio e deixar apenas aquilo que considera indispensável: sua voz, seu violão e as histórias que ainda precisava contar. O resultado é um disco de apenas dez faixas que se move entre blues, folk, soul, gospel e Americana, mas cuja verdadeira unidade está menos nos gêneros do que na ex...

Floyd Lee: o blues que encontrou seu palco nas ruas de Nova York

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Floyd Lee: o blues que encontrou seu palco nas ruas de Nova York Floyd Lee , nome artístico de Theodore Williams , foi um daqueles músicos cuja trajetória parece ter sido escrita pelo próprio blues. Nascido em 20 de agosto de 1933, em Lamar, Mississippi , e falecido em 7 de junho de 2020, em Columbus, Ohio , aos 86 anos, Lee construiu uma carreira marcada pela estrada, pela sobrevivência e, sobretudo, por uma ligação visceral com a música de suas raízes. Do Mississippi para a vida na estrada A infância de Theodore Williams foi atravessada pelas dificuldades do sul dos Estados Unidos. Ainda menino, trabalhou na colheita de algodão durante os meses mais quentes e frequentava a escola em Memphis, Tennessee, durante o inverno. Segundo o obituário publicado pela Living Blues , foi criado em diferentes lugares depois de ser entregue a parentes ainda muito pequeno, passando por Chicago e posteriormente por Cleveland. A música entrou cedo em sua vida, influenciada também pelo canto de sua mã...

Jimmy Burns: uma lenda do blues de volta ao Brasil

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Jimmy Burns: uma lenda do blues de volta ao Brasil Aos 83 anos, Jimmy Burns continua carregando na voz e na guitarra uma história que atravessa o Delta do Mississippi, o soul, o R&B e o blues de Chicago. E, neste mês, o veterano retorna ao Brasil para uma série de apresentações acompanhado pela Bruno Marques Band , em uma turnê que coloca frente a frente uma das vozes históricas do Chicago blues e uma banda brasileira dedicada à preservação e à circulação do gênero. Mais do que uma visita de um músico veterano, a passagem de Burns pelo país representa o encontro entre duas pontas de uma mesma tradição. De um lado está um artista que nasceu no Mississippi e absorveu o blues ainda menino. Do outro, músicos brasileiros que fizeram da linguagem criada pelos afro-americanos no sul dos Estados Unidos uma de suas principais referências. Do Mississippi para Chicago James Olin “Jimmy” Burns nasceu em 27 de fevereiro de 1943, em Dublin, Mississippi . Era o mais novo de onze irmãos e cresceu...

Chris O’Leary: quando a vida vira matéria-prima para o blues

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Chris O’Leary: quando a vida vira matéria-prima para o blues Há músicos que aprendem o blues ouvindo discos. Chris O’Leary aprendeu também vivendo. Veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, ex-policial federal, cantor, compositor e um dos mais vigorosos gaitistas de sua geração, O’Leary transformou uma trajetória pouco convencional em matéria-prima para canções que carregam humor, cicatrizes, experiência e uma dose generosa de verdade. Nascido em 1968, em Schenectady, no estado de Nova York, O’Leary cresceu em uma casa onde a música ocupava espaço privilegiado. Aos dez anos, assistiu a um show do The Band, com Levon Helm na bateria. Pouco depois, The Last Waltz , o célebre filme-concerto de Martin Scorsese, ampliaria sua relação com o blues. A presença de Muddy Waters naquele registro foi decisiva, mas foi o som da harmônica de James Cotton, ouvido no álbum Hard Again , de Muddy Waters, que apontou um caminho ainda mais específico. O garoto conseguiu uma Hohner Marine ...

Blues Creation: quando o blues foi de encontro ao peso do rock japonês

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Blues Creation: quando o blues foi de encontro ao peso do rock japonês No final dos anos 1960, enquanto o blues britânico atravessava uma transformação elétrica e o rock começava a descobrir as possibilidades do volume, um grupo de jovens músicos japoneses decidiu olhar para essa revolução a partir de Tóquio. Nascia o Blues Creation , banda liderada pelo guitarrista Kazuo Takeda e uma das formações pioneiras do blues rock japonês. Formado em 1969 , o grupo surgiu em um momento em que o blues ainda ocupava um espaço relativamente restrito na cena musical japonesa. Takeda, então muito jovem, tinha como objetivo tocar blues e ajudou a transformar o Blues Creation em uma das primeiras bandas japonesas a assumir o gênero como ponto de partida para uma identidade própria. O nascimento do Blues Creation A história começou em Tóquio, com Kazuo Takeda, o guitarrista Koh Eiryu e o vocalista Fumio Nunoya entre os nomes ligados à formação inicial. A banda rapidamente passou por mudanças de integr...

Curtis Jones: o pianista texano que levou o blues para a Europa

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Curtis Jones: o pianista texano que levou o blues para a Europa Antes de o blues se tornar uma linguagem internacional, muitos de seus mestres precisaram atravessar estradas, cidades e fronteiras para que suas histórias não desaparecessem. Curtis Jones foi um desses músicos. Nascido em 18 de agosto de 1906, em Naples, Texas , o pianista e cantor construiu uma carreira marcada por um estilo econômico, profundamente pessoal e pela capacidade de transformar experiências de abandono, solidão e desejo em canções de grande força emocional. Da guitarra ao piano Filho de uma família de trabalhadores rurais, Jones começou musicalmente pela guitarra. Foi depois de se mudar para Dallas que encontrou no piano seu principal instrumento. Na cidade, entrou em contato com músicos locais e desenvolveu uma maneira própria de tocar, marcada por frases sincopadas e por uma relação muito estreita entre voz e instrumento. Durante os primeiros anos de sua trajetória profissional, Jones também integrou grupo...

Albert Washington: a voz soul-blues de Cincinnati

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Albert Washington: a voz soul-blues de Cincinnati  Nascido em 17 de agosto de 1935, em Rome, Geórgia , Albert Washington construiu sua carreira principalmente em Cincinnati, Ohio, onde se tornou uma presença constante na cena local de blues, soul e rhythm and blues. Morreu em 23 de outubro de 1998, em Columbus, Ohio , aos 63 anos segundo a data de nascimento mais amplamente registrada. Sua história musical começou muito antes dos discos. Ainda criança, Washington demonstrou fascínio pelo violão do tio. Aos sete anos, segundo relatos biográficos, chegou a construir seu próprio instrumento utilizando uma lata de gasolina e cordas improvisadas. A criatividade que aparecia naquele instrumento rudimentar acompanharia sua trajetória: Washington seria um músico autodidata, cantor e compositor cuja identidade artística nasceu do encontro entre o gospel aprendido na juventude e o blues ouvido nos clubes de Cincinnati . Do gospel para as noites de Cincinnati A família Washington mudou-se par...