Poison 13: o blues envenenado que saiu das sombras de Austin
Poison 13: o blues envenenado que saiu das sombras de Austin Em meados dos anos 1980, quando Austin fervilhava entre o country alternativo e o punk de garagem, uma banda surgiu como um curto-circuito sonoro entre tradição e ruína. Poison 13 não foi apenas mais um nome do underground texano — foi um experimento elétrico onde o blues foi distorcido até se tornar algo quase irreconhecível, urgente e perigoso. Entre o blues e o colapso elétrico Formado por Mike Carroll (vocais), Bill Anderson (guitarra), Tim Kerr (guitarra e slide), Chris Gates (baixo) e Jim Kanan (bateria) , o Poison 13 nasceu em 1984 e rapidamente se destacou por uma abordagem que desafiava rótulos. Havia ali ecos do blues clássico, mas filtrados por uma estética punk crua e uma psicodelia suja, que aproximava a banda de um delírio sonoro mais do que de qualquer tradição ortodoxa. Parte dessa identidade vinha da ligação direta com a cena punk local. Tim Kerr e Chris Gates eram nomes fundamentais do Big Boys, grupo semi...