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Chris Beard: O príncipe moderno do blues

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Chris Beard: O príncipe moderno do blues Em uma música onde tradição e personalidade caminham lado a lado, poucos artistas carregam uma herança tão legítima quanto Chris Beard . Guitarrista, cantor e compositor norte-americano, ele construiu sua carreira sem viver apenas à sombra do sobrenome: transformou os ensinamentos recebidos na infância em uma identidade própria, elegante, intensa e profundamente enraizada no blues elétrico. Nascido em 29 de agosto de 1957 , em Rochester, Nova York, Chris cresceu dentro de uma casa frequentada por alguns dos maiores nomes da história do blues. Seu pai, o respeitado guitarrista Joe Beard , era figura ativa da cena de Rochester e mantinha amizade com músicos como Buddy Guy e Matt “Guitar” Murphy . Para o jovem Chris, aquelas visitas não eram acontecimentos extraordinários: eram verdadeiras aulas particulares dadas por mestres vivos do gênero. Uma infância cercada pelos gigantes Chris Beard começou a tocar guitarra ainda criança. Aos cinco...

Arthur “Big Boy” Crudup: o bluesman que ajudou a criar o caminho para o rock

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Arthur “Big Boy” Crudup: o bluesman que ajudou a criar o caminho para o rock Antes que o rock and roll ganhasse guitarras elétricas mais agressivas, amplificadores e multidões de adolescentes, havia músicos como Arthur “Big Boy” Crudup, cuja guitarra rítmica, voz áspera e pulsação insistente ajudaram a estabelecer uma ponte entre o blues do Mississippi e a música popular que explodiria nos anos 1950. Arthur William “Big Boy” Crudup nasceu em 24 de agosto de 1905, em Forest, Mississippi, e morreu em 28 de março de 1974, em Nassawadox, Virginia. A data de nascimento aparece como 24 de agosto em fontes como o Mississippi Blues Trail, AllMusic e Apple Music. A Mississippi Encyclopedia registra 25 de agosto, uma pequena divergência documental; por isso, a data de 24 de agosto, sustentada por múltiplas fontes independentes, é a mais consistente. Do gospel ao blues Criado em uma família de trabalhadores rurais, Crudup teve contato com a música ainda jovem. Cantava spirituals e chegou a int...

Keb’ Mo’ – The Breakdown: quando a vida se reduz ao essencial

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Keb’ Mo’ – The Breakdown: quando a vida se reduz ao essencial Há momentos em que a vida não pede volume. Pede silêncio. E foi justamente no silêncio de um pequeno estúdio doméstico, depois de enfrentar uma cirurgia cardíaca de grande porte e o fim de um casamento de quase duas décadas, que Keb’ Mo’ encontrou uma nova maneira de contar sua própria história . Lançado em 21 de agosto de 2026 pela Concord Records, The Breakdown é o álbum mais despojado da carreira do músico de Compton. Aos 74 anos, prestes a completar 75, o cinco vezes vencedor do Grammy e homenageado com o Lifetime Achievement for Performance pela Americana Music Association decidiu retirar quase tudo que normalmente cerca uma produção de estúdio e deixar apenas aquilo que considera indispensável: sua voz, seu violão e as histórias que ainda precisava contar. O resultado é um disco de apenas dez faixas que se move entre blues, folk, soul, gospel e Americana, mas cuja verdadeira unidade está menos nos gêneros do que na ex...

Floyd Lee: o blues que encontrou seu palco nas ruas de Nova York

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Floyd Lee: o blues que encontrou seu palco nas ruas de Nova York Floyd Lee , nome artístico de Theodore Williams , foi um daqueles músicos cuja trajetória parece ter sido escrita pelo próprio blues. Nascido em 20 de agosto de 1933, em Lamar, Mississippi , e falecido em 7 de junho de 2020, em Columbus, Ohio , aos 86 anos, Lee construiu uma carreira marcada pela estrada, pela sobrevivência e, sobretudo, por uma ligação visceral com a música de suas raízes. Do Mississippi para a vida na estrada A infância de Theodore Williams foi atravessada pelas dificuldades do sul dos Estados Unidos. Ainda menino, trabalhou na colheita de algodão durante os meses mais quentes e frequentava a escola em Memphis, Tennessee, durante o inverno. Segundo o obituário publicado pela Living Blues , foi criado em diferentes lugares depois de ser entregue a parentes ainda muito pequeno, passando por Chicago e posteriormente por Cleveland. A música entrou cedo em sua vida, influenciada também pelo canto de sua mã...

Jimmy Burns: uma lenda do blues de volta ao Brasil

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Jimmy Burns: uma lenda do blues de volta ao Brasil Aos 83 anos, Jimmy Burns continua carregando na voz e na guitarra uma história que atravessa o Delta do Mississippi, o soul, o R&B e o blues de Chicago. E, neste mês, o veterano retorna ao Brasil para uma série de apresentações acompanhado pela Bruno Marques Band , em uma turnê que coloca frente a frente uma das vozes históricas do Chicago blues e uma banda brasileira dedicada à preservação e à circulação do gênero. Mais do que uma visita de um músico veterano, a passagem de Burns pelo país representa o encontro entre duas pontas de uma mesma tradição. De um lado está um artista que nasceu no Mississippi e absorveu o blues ainda menino. Do outro, músicos brasileiros que fizeram da linguagem criada pelos afro-americanos no sul dos Estados Unidos uma de suas principais referências. Do Mississippi para Chicago James Olin “Jimmy” Burns nasceu em 27 de fevereiro de 1943, em Dublin, Mississippi . Era o mais novo de onze irmãos e cresceu...

Chris O’Leary: quando a vida vira matéria-prima para o blues

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Chris O’Leary: quando a vida vira matéria-prima para o blues Há músicos que aprendem o blues ouvindo discos. Chris O’Leary aprendeu também vivendo. Veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, ex-policial federal, cantor, compositor e um dos mais vigorosos gaitistas de sua geração, O’Leary transformou uma trajetória pouco convencional em matéria-prima para canções que carregam humor, cicatrizes, experiência e uma dose generosa de verdade. Nascido em 1968, em Schenectady, no estado de Nova York, O’Leary cresceu em uma casa onde a música ocupava espaço privilegiado. Aos dez anos, assistiu a um show do The Band, com Levon Helm na bateria. Pouco depois, The Last Waltz , o célebre filme-concerto de Martin Scorsese, ampliaria sua relação com o blues. A presença de Muddy Waters naquele registro foi decisiva, mas foi o som da harmônica de James Cotton, ouvido no álbum Hard Again , de Muddy Waters, que apontou um caminho ainda mais específico. O garoto conseguiu uma Hohner Marine ...

Blues Creation: quando o blues foi de encontro ao peso do rock japonês

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Blues Creation: quando o blues foi de encontro ao peso do rock japonês No final dos anos 1960, enquanto o blues britânico atravessava uma transformação elétrica e o rock começava a descobrir as possibilidades do volume, um grupo de jovens músicos japoneses decidiu olhar para essa revolução a partir de Tóquio. Nascia o Blues Creation , banda liderada pelo guitarrista Kazuo Takeda e uma das formações pioneiras do blues rock japonês. Formado em 1969 , o grupo surgiu em um momento em que o blues ainda ocupava um espaço relativamente restrito na cena musical japonesa. Takeda, então muito jovem, tinha como objetivo tocar blues e ajudou a transformar o Blues Creation em uma das primeiras bandas japonesas a assumir o gênero como ponto de partida para uma identidade própria. O nascimento do Blues Creation A história começou em Tóquio, com Kazuo Takeda, o guitarrista Koh Eiryu e o vocalista Fumio Nunoya entre os nomes ligados à formação inicial. A banda rapidamente passou por mudanças de integr...