SaRon Crenshaw: alma profunda e um blues que respira
SaRon Crenshaw: alma profunda e um blues que respira Estou ouvindo um álbum de 2017 de um guitarrista chamado SaRon Crenshaw. Músicas longas, guitarras cortantes . Seu som carrega o eco dos mestres, mas não se limita a reverenciá-los — há algo ali que pulsa diferente, como se cada nota tivesse sido vivida antes de ser tocada. Esse álbum é “Drivin’” , um trabalho que não se apressa. São dez faixas distribuídas em dois discos, com mais de 80 minutos de duração — e várias delas ultrapassando os dez minutos, como se o tempo fosse apenas mais um elemento a ser moldado pelo blues . Um bluesman formado na estrada SaRon Crenshaw aprendeu guitarra ainda jovem, por volta dos dez anos, e construiu sua carreira longe dos atalhos. Nos anos 1970 e 1980, trabalhou como baixista em bandas que rodavam entre Nova Jersey, Nova York e Carolina do Sul — uma escola prática que moldou sua musicalidade e senso de groove . Antes de assumir de vez o protagonismo, dividiu palcos e experiências com nomes como Lee...