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Mostrando postagens de junho, 2026

John Jackson: íntimo, direto e sem artifícios

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John Jackson: íntimo, direto e sem artifícios John Jackson nasceu em 25 de fevereiro de 1924, no Condado de Rappahannock, Virgínia, em meio às colinas suaves do Piemonte americano — uma paisagem onde música e trabalho rural caminhavam lado a lado. Filho de agricultores e músicos, cresceu cercado por violões, banjos improvisados e canções que ecoavam em festas, igrejas e encontros comunitários. Foi ali, ainda criança, que começou a tocar, absorvendo naturalmente um repertório que misturava blues do Piemonte, ragtime, folk, baladas e canções caipiras tradicionais . Um songster moldado pela tradição Antes mesmo de aprender a ler ou escrever, Jackson já dominava o violão o suficiente para acompanhar seus pais em festas locais. Seu aprendizado vinha tanto da observação direta quanto dos discos de 78 rotações que ouvia em casa — registros de nomes como Blind Blake, Blind Boy Fuller e Jimmie Rodgers, que ajudaram a moldar seu estilo híbrido e profundamente enraizado na tradição songste...

Juke Boy Bonner: o blues como sobrevivência e poesia urbana

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Juke Boy Bonner: o blues como sobrevivência e poesia urbana Weldon Philip Bonner , conhecido como Juke Boy Bonner , nasceu em 22 de março de 1932 , em Bellville, Texas, e morreu em 29 de junho de 1978 , em Houston, Texas. Foi um dos nomes mais singulares do blues texano do pós-guerra, marcado por uma trajetória dura, profundamente ligada às experiências de pobreza, deslocamento e resistência. Infância e formação: o blues como destino Nascido em uma família de meeiros, Bonner enfrentou a perda dos pais ainda na infância e foi criado por vizinhos e familiares. Autodidata, aprendeu guitarra por volta dos 12 anos , depois de já ter contato com a música em grupos religiosos locais.  O apelido “Juke Boy” surgiu ainda jovem, quando costumava cantar em bares e juke joints acompanhando o som das jukeboxes. Esse ambiente moldou não apenas seu estilo, mas também sua identidade artística — crua, direta e profundamente enraizada na vida cotidiana do sul dos Estados Unidos.  Prime...

Clarence Edwards: O Swamp Blues da Louisiana em estado puro

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Clarence Edwards: O Swamp Blues da Louisiana em estado puro Clarence Edwards não seguiu o roteiro clássico das lendas do blues que gravaram cedo e morreram jovens. Sua história é outra: mais lenta, mais silenciosa e, justamente por isso, profundamente humana. Nascido em 25 de março de 1933 , na zona rural da Louisiana, Edwards só alcançaria reconhecimento fonográfico já na maturidade, quando a vida havia lhe dado repertório suficiente para cantar com verdade. Infância, raízes e o chamado do blues Crescido em uma região marcada pelo trabalho agrícola e pela cultura oral do sul dos Estados Unidos, Edwards teve contato com o blues ainda jovem, ouvindo músicos locais e absorvendo a tradição que circulava entre igrejas, festas e encontros comunitários. Como tantos artistas de sua geração, sua formação foi intuitiva , construída mais pela escuta do que por qualquer formalização técnica. Apesar do talento, a música não foi sua ocupação principal durante grande parte da vida. Edwards ...

A Contra Blues: Uma banda nascida em Barcelona e moldada na estrada

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A Contra Blues: Uma banda nascida em Barcelona e moldada na estrada Formada em Barcelona, na Espanha, a A Contra Blues surgiu na primeira década dos anos 2000 e rapidamente se consolidou como um dos nomes mais sólidos do blues europeu contemporâneo. Com mais de uma década e meia de trajetória, centenas de concertos e presença constante em festivais internacionais , o grupo construiu sua identidade muito mais no palco do que no estúdio — um traço clássico das grandes bandas de blues. Desde o início, a proposta foi clara: reinterpretar a tradição da música de raiz norte-americana com energia moderna e espírito de banda de estrada . A Contra Blues nasceu tocando nas ruas de Barcelona e, pouco a pouco, expandiu seu alcance até ocupar palcos importantes em toda a Europa. Reconhecimento internacional e o peso do European Blues Challenge O grande ponto de virada veio em 2014, quando a banda conquistou o European Blues Challenge , um dos mais prestigiados prêmios do gênero no continente....

Charlie Segar e a encruzilhada que abriu a estrada do blues

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Charlie Segar e a encruzilhada que abriu a estrada do blues Existem canções que não pertencem mais a um único artista — elas atravessam gerações, estilos e formatos até se tornarem patrimônio coletivo. “Key to the Highway” é uma dessas raridades . Gravada por nomes como Big Bill Broonzy, Little Walter e Eric Clapton, a música virou linguagem comum dentro do blues, reinterpretada dezenas de vezes ao longo das décadas. Mas antes de se tornar um standard definitivo, antes das versões elétricas e dos solos extensos, ela nasceu simples, crua e pianística nas mãos de Charlie Segar , em 1940. Foi nesse ponto de partida que a estrada começou a se desenhar — e, curiosamente, o nome de Segar acabou ficando à margem da própria história que ajudou a construir. O homem por trás da primeira chave Charlie Segar foi um pianista e cantor de blues nascido em Pensacola, na Flórida, e posteriormente radicado em Chicago — cidade que, nas décadas de 1930 e 40, fervilhava como epicentro da migração a...

Curtis Salgado: a alma do soul blues que atravessou décadas sem perder o fôlego

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Curtis Salgado: a alma do soul blues que atravessou décadas sem perder o fôlego  Nascido em 4 de fevereiro de 1954, em Everett, Washington, e criado no circuito musical do Noroeste americano, Curtis Salgado construiu uma carreira que ultrapassa rótulos: seu som é blues, sim, mas também é soul, R&B, funk e gospel pulsando no mesmo corpo. Das raízes ao circuito profissional A história de Salgado começa ainda nos anos 1970, quando mergulha na cena de Eugene, Oregon, liderando bandas locais e absorvendo influências que iam de Otis Redding a Little Walter . Seu primeiro grande salto veio ao integrar a Robert Cray Band , onde atuou como vocalista e gaitista por cerca de seis anos, participando inclusive do álbum de estreia de Cray, em 1980. Na sequência, Salgado passou por uma das instituições mais respeitadas do blues moderno, o Roomful of Blues , consolidando sua reputação como frontman intenso e carismático. Ainda nos anos 1990, sua versatilidade o levou a experiências diversas,...

Roosevelt Sykes: o piano pulsante do blues e a essência de “The Honeydripper”

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Roosevelt Sykes: o piano pulsante do blues e a essência de “The Honeydripper” Roosevelt Sykes , conhecido como “The Honeydripper”, foi um dos arquitetos fundamentais do piano blues moderno. Nascido em 31 de janeiro de 1906 , em Elmar, Arkansas, e falecido em 17 de julho de 1983 , em Nova Orleans, sua trajetória atravessa mais de cinco décadas e conecta o blues rural ao urbano com rara naturalidade. Das margens do Mississippi ao coração do blues Criado na região de Helena, Arkansas, Sykes começou cedo a tocar piano, ainda adolescente, absorvendo o espírito das comunidades ribeirinhas do Mississippi. Com apenas 15 anos, já estava na estrada , tocando em bares, acampamentos e espaços informais onde o blues era mais vivido do que registrado.  Seu estilo inicial carregava a força do barrelhouse — intenso, rítmico e dançante —, mas rapidamente evoluiu para uma linguagem própria, misturando boogie-woogie, stride e uma sofisticação harmônica que o colocaria como um dos pais do piano...

Chris Duarte: o guitarrista texano que transformou técnica em fúria elétrica

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Chris Duarte: o guitarrista texano que transformou técnica em fúria elétrica Chris Duarte é  um músico que não apenas herdou a tradição do Texas, mas a empurrou para territórios mais agressivos, híbridos e imprevisíveis. Nascido em 16 de fevereiro de 1963, em San Antonio, Duarte cresceu cercado por influências que iam do jazz ao rock, antes de encontrar no blues sua linguagem definitiva. Foi ainda jovem que a música o capturou. Aos oito anos, impactado por uma exibição televisiva de Fiddler on the Roof , começou a explorar o instrumento que mudaria sua vida. Na adolescência, já empunhava sua própria guitarra elétrica e, em 1979, ao se mudar para Austin, mergulhou de vez na efervescente cena musical texana. Ali, absorveu tanto o fraseado sofisticado de John Coltrane quanto a intensidade elétrica do blues moderno — especialmente o legado de Stevie Ray Vaughan , uma referência inevitável em sua formação. Entre o blues e a combustão sonora Classificar Chris Duarte nunca foi tare...

Debbie Davies: a guitarra que rompeu barreiras no blues contemporâneo

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Debbie Davies: a guitarra que rompeu barreiras no blues contemporâneo Há artistas que aprendem o blues. Outros, como Debbie Davies , parecem ter sido escolhidos por ele. Nascida em 22 de agosto de 1952, em Los Angeles, a guitarrista cresceu em um ambiente musical onde o jazz, o pop e o rhythm and blues ecoavam diariamente dentro de casa. Foi ainda jovem, ao ouvir os discos de Ray Charles e o impacto elétrico do blues britânico, que decidiu trocar o piano pela guitarra — um gesto quase subversivo para uma garota nos anos 1960. dos palcos da califórnia ao mundo Nos anos 1980, Davies já circulava com desenvoltura pela cena da Califórnia, tocando em bandas de blues e rock. Seu talento chamou atenção ao integrar a Maggie Mayall and the Cadillacs , antes de um convite decisivo: em 1988, passou a integrar os Icebreakers , banda do lendário Albert Collins. Durante três anos, viveu uma verdadeira imersão no blues elétrico, experiência que ela mesma descreve como a porta de entrada para o ...

Jennifer Lyn & The Groove Revival: energia viva em Electric Eden

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Jennifer Lyn & The Groove Revival: energia viva em Electric Eden Vamos com mais um destaque de 2026: Jennifer Lyn & The Groove Revival . Prepare-se para encontrar uma daquelas bandas que parecem se completar no palco, onde cada acorde respira e cada silêncio tem peso. Liderada pela cantora e guitarrista Jennifer Lyn, a banda vem construindo uma trajetória sólida como uma das forças mais consistentes do blues-rock contemporâneo, ainda que sua identidade ultrapasse qualquer rótulo rígido. Formada no início da década de 2020, a banda rapidamente ganhou espaço na cena independente com um som que mistura blues, soul e o melhor do rock clássico . O primeiro lançamento oficial, o EP Nothing Holding Me Down (2021), abriu caminho para uma sequência de trabalhos bem recebidos, incluindo o álbum Retrograde (2025), que consolidou a química criativa entre Lyn e o guitarrista Richard Torrance, parceiros também na composição. A formação atual reúne músicos experientes: Richard Torrance (gu...

Muddy What? a Baviera encontra o futuro do Blues em Neon Soul

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Muddy What? a Baviera encontra o futuro do Blues em Neon Soul Há algo de inquieto no blues contemporâneo — como se ele recusasse a própria nostalgia que o consagrou. É nesse terreno fértil, entre tradição e ruptura, que surge o quarteto alemão Muddy What?, uma banda que carrega no nome uma pergunta e, na música, uma resposta em constante transformação. Formado na Baviera, o grupo é liderado pelos irmãos Fabian Spang (vocais e guitarra) e Ina Spang (guitarra solo e mandolim), músicos que cresceram imersos na linguagem do blues, mas nunca satisfeitos em apenas reproduzi-la. Ao lado do baixista Michi Lang e com a colaboração decisiva de Manfred Mildenberger — responsável pela bateria e pela produção —, a banda construiu uma identidade própria que eles mesmos definem como New Blues : uma fusão orgânica entre o blues tradicional e elementos de soul, funk e rock. Das raízes ao reconhecimento europeu A trajetória do Muddy What? é, antes de tudo, uma história de estrada. Desde os primeiros...

Jerry Boogie McCain: ritmo, ironia e eletricidade no blues do Alabama

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Jerry Boogie McCain: ritmo, ironia e eletricidade no blues do Alabama Há músicos que seguem tradições. E há aqueles que as atravessam, dobram e devolvem ao mundo com outra voz. Jerry “Boogie” McCain pertence a essa segunda linhagem: um artista que transformou a gaita em instrumento de personalidade, humor e invenção dentro do blues elétrico. Origem e primeiros sopros Nascido em 18 de junho de 1930 , em Gadsden, Alabama, Jerry McCain cresceu em meio a uma realidade simples, mas musicalmente fértil. Ainda criança, já tocava gaita nas ruas — um hábito que lhe rendeu o apelido “Boogie” ainda na infância. Influenciado por nomes como Little Walter e outros mestres do pós-guerra, McCain desenvolveu cedo uma obsessão pelo som amplificado da harmônica. Em 1953 , fez suas primeiras gravações pelo selo Trumpet Records, iniciando uma trajetória que atravessaria décadas. Durante sua passagem pela Excello Records, entre 1955 e 1957, refinou um estilo próprio: frases curtas, timbre cortante e letra...

King Biscuit Boy: o gaitista canadense que levou o blues ao topo

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King Biscuit Boy: o gaitista canadense que levou o blues ao topo Um garoto, uma gaita e o chamado do rádio Richard Alfred Newell , nascido em 9 de março de 1944, em Hamilton, Ontário, cresceu ouvindo ecos distantes do blues que atravessavam a fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá pelas ondas do rádio. Foi assim, ainda jovem, que o som da gaita o encontrou — e nunca mais o deixou. Adotando o nome artístico King Biscuit Boy , inspirado no lendário programa de rádio King Biscuit Time , Newell transformou-se em um dos principais nomes do blues canadense. O apelido lhe foi dado por Ronnie Hawkins, figura central do rock e do rhythm & blues, que reconheceu no jovem gaitista um talento raro e visceral. Dos palcos locais ao circuito internacional A trajetória de King Biscuit Boy começou ainda no início dos anos 1960, com bandas como The Barons e The Mid-Knights . Mas foi ao lado de Ronnie Hawkins, no final da década, que seu nome começou a ganhar projeção. Após a dissolução da ba...

Zac Harmon: o blues encontra sua verdade ao vivo

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Zac Harmon: o blues encontra sua verdade ao vivo Há artistas que chegam ao blues como quem retorna para casa. Zac Harmon é um deles. Nascido em Jackson, Mississippi, berço de uma tradição musical profunda, Harmon construiu uma trajetória singular — que passa pelos bastidores da indústria musical, cruza o soul, o R&B e o reggae, e encontra sua expressão definitiva quando decide, enfim, gravar o próprio blues. Das raízes no Mississippi aos bastidores da indústria William Zach “Zac” Harmon nasceu em 1º de março de 1957, em Jackson, e cresceu cercado por música. Ainda jovem, tocou guitarra com nomes como Z.Z. Hill, Dorothy Moore e Sam Myers, absorvendo o espírito do blues diretamente de suas fontes vivas. Sua formação musical não foi apenas técnica — foi cultural. Jackson, especialmente a região da Farish Street, moldou seu ouvido e sua sensibilidade. Na década de 1980, Harmon se mudou para Los Angeles. Ali, construiu uma carreira sólida como músico de estúdio, compositor e produtor....

Love Sculpture: o blues galês que eletrificou o Reino Unido

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Love Sculpture: o blues galês que eletrificou o Reino Unido Uma banda galesa entre o blues e a ousadia Formada em Cardiff, no País de Gales, em 1966, a Love Sculpture foi um daqueles fenômenos breves que deixam marcas duradouras. Liderado pelo guitarrista e vocalista Dave Edmunds, o trio original contava ainda com John David no baixo e Rob “Congo” Jones na bateria. Antes disso, os músicos já tocavam juntos em outras formações locais, como The Human Beans, embrião direto da banda. Em um cenário britânico dominado por blues revival e experimentações psicodélicas, a Love Sculpture encontrou um caminho próprio: uma fusão visceral entre o blues tradicional, o rock elétrico e releituras inesperadas de peças clássicas. Essa identidade singular seria responsável por sua rápida ascensão — e também por sua curta existência. Blues Helping (1968): tradição com energia O álbum de estreia, Blues Helping , lançado em 1968 pela Parlophone, é um manifesto de reverência ao blues norte-americano. O dis...

Nathan Bell e o blues como consciência: a jornada até Demokracy Blues

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Nathan Bell e o blues como consciência: a jornada até Demokracy Blues Nathan Bell nunca foi apenas um cantor folk ou um compositor de Americana. Filho do poeta norte-americano Marvin Bell, ele cresceu cercado por palavras afiadas e imagens densas — uma herança que atravessaria toda a sua obra. Mais do que melodias, Bell construiu uma carreira baseada na narrativa, na observação social e em um compromisso quase literário com a realidade. Ao longo de mais de quatro décadas, tornou-se um daqueles artistas que operam fora do radar do mainstream, mas cuja relevância se mede pela profundidade do que dizem, não pelo volume de exposição. Uma trajetória à margem, mas essencial Desde os primeiros trabalhos, Nathan Bell mostrou interesse por personagens esquecidos e histórias invisíveis. Álbuns como Black Crow Blue (2011) e Blood Like a River (2014) revelam um compositor atento à vida comum, às tensões sociais e às contradições do sonho americano. Sua música sempre orbitou entre o folk, o bl...

Laura Chavez: quando a guitarra encontra sua própria voz

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Laura Chavez: quando a guitarra encontra sua própria voz Ainda tenho o costume de andar pelos corredores da Galeria do Rock, olhar vitrines, conversar com velhos vendedores e sair com um disco na mão, ansioso para chegar em casa e ouvi-lo em alto e bom som. É claro que também não dispenso as listas de lançamentos e as plataformas digitais. O problema é que você vai favoritando um número interminável de álbuns e não consegue ouvir tudo como se deve. Foi o que aconteceu com My Voice, o álbum solo de estreia de Laura Chavez, lançado no início do ano e que agora explode nos falantes com a força de quem não precisa pedir licença. Uma linguagem construída na estrada Laura Chavez não é um fenômeno repentino. Nascida na Califórnia, em 1982, sua trajetória foi moldada longe dos atalhos. Ainda jovem, mergulhou na cena local e encontrou na estrada o seu verdadeiro conservatório. Ao lado de Lara Price, passou anos tocando em clubes, bares e festivais — lugares onde o blues não admite truques. Fo...