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Mostrando postagens com o rótulo Hubert Sumlin

Chris O’Leary: quando a vida vira matéria-prima para o blues

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Chris O’Leary: quando a vida vira matéria-prima para o blues Há músicos que aprendem o blues ouvindo discos. Chris O’Leary aprendeu também vivendo. Veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, ex-policial federal, cantor, compositor e um dos mais vigorosos gaitistas de sua geração, O’Leary transformou uma trajetória pouco convencional em matéria-prima para canções que carregam humor, cicatrizes, experiência e uma dose generosa de verdade. Nascido em 1968, em Schenectady, no estado de Nova York, O’Leary cresceu em uma casa onde a música ocupava espaço privilegiado. Aos dez anos, assistiu a um show do The Band, com Levon Helm na bateria. Pouco depois, The Last Waltz , o célebre filme-concerto de Martin Scorsese, ampliaria sua relação com o blues. A presença de Muddy Waters naquele registro foi decisiva, mas foi o som da harmônica de James Cotton, ouvido no álbum Hard Again , de Muddy Waters, que apontou um caminho ainda mais específico. O garoto conseguiu uma Hohner Marine ...

Byther Smith: um legado que continua inspirando

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Byther Smith: um legado que continua inspirando Raízes no Mississippi e a travessia para Chicago Nascido como Byther Claude Earl John Smith em 17 de abril de 1932, em Monticello, Mississippi , Byther Smith cresceu cercado pelo gospel e pelas durezas da vida rural do sul dos Estados Unidos. Órfão ainda jovem, foi criado por familiares e, como tantos músicos de sua geração, encontrou na música um caminho possível entre o trabalho pesado e os sonhos maiores. Na juventude, passou pelo Arizona, onde trabalhou em fazendas e teve seus primeiros contatos com instrumentos. Mas foi a migração para Chicago, em meados dos anos 1950, que moldaria definitivamente seu destino. A cidade pulsava blues elétrico e Smith mergulhou de cabeça nesse universo. Parentesco com J. B. Lenoir e formação musical Smith não chegou sozinho ao coração do blues urbano. Ele era primo de J. B. Lenoir , figura essencial na cena de Chicago e responsável por incentivá-lo a se estabelecer na cidade. Foi também com Le...

Hubert Sumlin: A Guitarra Que Rugia ao Lado de Howlin' Wolf

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Hubert Sumlin: A Guitarra Que Rugia ao Lado de Howlin' Wolf Hubert Sumlin foi mais do que um guitarrista de blues. Ele foi a força elétrica e emocional que traduziu em acordes o grito primal de Howlin’ Wolf . Seu estilo inconfundível, marcado por uma combinação de técnica crua, sensibilidade melódica e improvisação instintiva, moldou gerações inteiras de músicos. De Jimi Hendrix a Keith Richards, passando por Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan, todos beberam da fonte viva que era Sumlin. Neste artigo, mergulhamos na trajetória desse gênio do blues elétrico, que passou da zona rural do Mississippi para os palcos do mundo, sem jamais perder sua essência visceral e apaixonada. Raízes no Mississippi Hubert Charles Sumlin nasceu em 16 de novembro de 1931 , em Greenwood, Mississippi, um dos berços do blues norte-americano. Desde criança, cresceu rodeado pela sonoridade crua e emocional dos músicos locais. Ainda pequeno, mudou-se com a família para Hughes, Arkansas , onde teve seus ...

Howlin’ Wolf em Londres: quando o blues de raiz abalou a realeza do rock

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Howlin’ Wolf em Londres: quando o blues de raiz abalou a realeza do rock A voz que rugia do Delta para o mundo Chester Arthur Burnett nasceu em 10 de junho de 1910, em White Station, no coração do Mississippi, terra fértil para o nascimento do blues. Alto, imponente e com uma voz que parecia vir das entranhas da terra, ele viria a se tornar conhecido como Howlin’ Wolf — um nome que definiria sua personalidade musical: bruta, primitiva e absolutamente autêntica. Sua infância foi marcada por dificuldades e trabalho duro nas plantações. Expulso de casa pela mãe ainda criança, foi criado por um tio rígido. Mas foi na adolescência que sua vida mudou: ele conheceu Charley Patton , o patriarca do Delta Blues, que o ensinou a tocar violão e a cantar com alma. Patton, com sua mistura de técnica rústica e presença hipnótica, deixou uma marca profunda. Howlin’ Wolf, em suas próprias palavras, dizia: “Eu não sou um cantor. Eu sou o blues” . De Memphis a Chicago: a metamorfose do lobo elétri...