Jimmy Smith: o Hammond B-3 do jazz ao blues
Jimmy Smith: o Hammond B-3 do jazz ao blues Houve um tempo em que o jazz parecia ter encontrado todas as suas vozes. Trompetes que falavam como gente, saxofones que choravam como crianças, pianos que corriam como rios. E então surgiu um instrumento que mudaria tudo: o Hammond B-3. E, junto dele, um músico capaz de transformá-lo em um ser vivo — Jimmy Smith , o mestre absoluto das teclas giratórias, o homem que fez o jazz vibrar com intensidade elétrica e alma profunda. Mais do que um instrumentista virtuoso, Smith se tornou a própria gramática do órgão no jazz. Tudo o que veio depois dele — no soul-jazz, no blues, no funk, no R&B — ecoa seu toque, seu ataque rítmico, sua construção harmoniosa e sua capacidade de fazer um trio soar como uma big band. Da Filadélfia para o mundo: um talento em expansão Nascido em 8 de dezembro de 1925, na Filadélfia, Jimmy Smith cresceu em um ambiente musical doméstico, ouvindo seu pai tocar piano e absorvendo gospel desde cedo. Começou...